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Muito jornalismo, crônica e opinião. Pra toda Nação Rubro-Negra.

Uma semana resolve o que um mês não resolveu?

  • Foto do escritor: Igor Schulenburg
    Igor Schulenburg
  • há 2 dias
  • 2 min de leitura
Se uma semana agora, em agosto, com jogo marcado para domingo, é suficiente para recuperar parcialmente o campo, após um mês inteiro entre junho e julho, o gramado não deveria estar impecável?
Essa é uma imagem gerada por Inteligência Artificial. Não retrata a realidade. Ela simula o desgaste do gramado e as linhas utilizadas pelo futebol americano que o Maracanã vai sediar.

O Maracanã está parado. Semana inteira reservada, de 23 a 29 de agosto, com a Greenleaf executando um pacote que impressiona no papel: top dressing com aplicação de areia, reparo de divots, replantio, iluminação artificial pelo sistema SGL, descompactação do solo, cortes regulares, adubação foliar.


A recusa ao pedido do Vasco para mandar o jogo contra o Vitória, pelas quartas da Copa do Brasil, no Maracanã, se baseou em uma reserva de calendário de sete dias de estádio fechado. A Justiça do Rio negou a liminar, e a partida permaneceu em São Januário. A discussão, então, virou Flamengo contra Vasco, com timeline pegando fogo, notas de um lado, respostas do outro e torcedores se xingando. O ponto mais importante, porém, foi completamente ignorado.


O campeonato brasileiro ficou parado por volta de cinquenta dias por causa da Copa do Mundo. Cinquenta dias. O Maracanã teve, no meio disso, praticamente um mês corrido sem receber partida oficial nenhuma.


Um mês é tempo suficiente para trocar o tapete, descompactar, replantar, nutrir e ainda deixar a grama pegar antes da bola voltar a rolar. É mais tempo do que a maioria dos clubes tem de pré-temporada e mais do que o habitual no fim de ano, quando o gramado é raspado, replantado e devolvido novo em janeiro. Com todo respeito e sem acusar ninguém, a pergunta que precisa ser feita é simples: o que foi feito ali?


Porque se uma semana agora, em agosto, com jogo marcado para domingo, é suficiente para recuperar parcialmente o campo, após um mês inteiro entre junho e julho, o gramado não deveria estar impecável? Vale lembrar que o Fluminense fez dois amistosos lá, mas em julho, o que mantém o intervalo de pelo menos um mês, na teoria, parado.


E olha que quem administra o estádio já sabia do tamanho da encrenca. O próprio presidente do Flamengo afirmou que uma consultoria contratada pelo clube avaliou o gramado com nota entre 3 e 3,5, numa escala de 1 a 5 no padrão FIFA, e que o planejamento é ter o campo no melhor nível em 2027. O ano que vem. Ou seja, 2026 já tinha sido dado como perdido antes de começar.


E há três meses e meio do t´érmino desta temporada.


A ironia é o que vem pela frente, deixando a história ainda melhor. Em 27 de setembro, o estádio recebe o NFL Rio Game, Dallas Cowboys contra Baltimore Ravens. Futebol americano. Naquele gramado que, segundo a própria administração, não aguenta mais futebol. E para 2027 tem a Copa do Mundo Feminina.


Domingo, 16h, Maracanã, clássico contra o Botafogo. Um gramado que terá recebido areia, replantio e descompactação até sábado precisa estar pronto para receber um clássico no dia seguinte.


Oremos.

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