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Concessionária do Maracanã acusa Vasco de "mentir" à Justiça e cobra indenização

Foto do escritor: Igor Schulenburg
Igor Schulenburg
há 6 minutos
3 min de leitura
Arquibancadas vazias e gramado do Maracanã sob céu azul, com a cobertura do estádio ao fundo
Vista interna do Maracanã (imagem de arquivo). Foto: Boaventuravinicius/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

A Fla-Flu Serviços, empresa de Flamengo e Fluminense que administra o Maracanã, acusou o Vasco, em petição à Justiça do Rio, de ter mentido ao Poder Judiciário para conseguir o estádio na semifinal da Copa Sul-Americana contra o Boca Juniors, em 20 de outubro, segundo o UOL. O time de São Januário perdeu aquele jogo por 3 a 1 e foi eliminado.


O documento foi anexado na noite de terça-feira (3) ao processo em que o Vasco obteve o direito de usar o Maracanã. A revelação foi da ESPN na quarta-feira (4), segundo o Jogada10 e o Vasco Notícias, que reproduziram a reportagem.


A acusação


Segundo o UOL, a concessionária sustenta que o Maracanã não era o único estádio apto a receber o jogo com o Boca com segurança para as torcidas. A empresa afirma ainda que a Secretaria de Estado de Polícia Militar havia aprovado o uso do Nilton Santos. A administradora também lembra que, dias depois da partida pela Sul-Americana, o Vasco mandou o clássico contra o Flamengo, pelo Brasileirão, justamente no Nilton Santos.


Em trecho do documento publicado pelo UOL, a empresa escreve:


"A Concessionária não pode deixar de denunciar a lamentável conduta do Vasco da Gama SAF, que na sua sanha incontida de demonstrar alguma espécie de 'poder', mentiu ao Poder Judiciário com o objetivo de levar a partida ao Maracanã."

A acusação é da concessionária. As reportagens consultadas não trazem decisão judicial sobre ela.


A cobrança pelos danos


De acordo com o UOL, a Fla-Flu Serviços afirma que 489 cadeiras foram quebradas na semifinal, "o maior número registrado em uma partida desde o início do contrato de concessão do Maracanã", e que o número é dez vezes maior que o usual. A empresa diz que "o quebra-quebra também não poupou sanitários, paredes, bebedouros e diversos outros itens" e que "não abrirá mão de ser indenizada por todos os danos".


Os números coincidem com o balanço que o consórcio divulgou em 22 de outubro. Na ocasião, informou 489 cadeiras danificadas, 47 delas no setor visitante, e um prejuízo acima de R$ 300 mil, segundo a CNN Brasil.


Segundo a reportagem da ESPN reproduzida pelo Vasco Notícias e pelo Coluna do Fla, a empresa pede que o Vasco seja condenado a pagar indenização, custas processuais e honorários advocatícios. A concessionária também afirmou à Justiça que ainda não recebeu nenhum valor do clube.


O contraponto à cobrança


A mesma reportagem da ESPN, reproduzida pelos dois sites, informa que o Vasco vai assumir os gastos com as cadeiras danificadas. Nos bastidores, o clube já teria avisado à concessionária que pagará os prejuízos, calculados em pouco mais de R$ 300 mil.


Ainda segundo essa reportagem, não há registro anterior que sustente a comparação de dez vezes feita na petição. Pessoas ligadas à operação do estádio relataram que os problemas nos banheiros e os adesivos já existiam antes do jogo. A ESPN também diz ter encontrado no Maracanã adesivos ligados ao Flamengo, e não apenas à torcida do Vasco.


As reportagens consultadas não trazem decisão sobre o pedido de indenização.


Reflexo no Flamengo


Dois dias depois de Vasco x Boca, o Maracanã recebeu Flamengo x Estudiantes, pela semifinal da Libertadores. Em nota oficial publicada em 21 de outubro, o Flamengo informou ter recebido do consórcio um comunicado sobre "graves depredações". Segundo o clube, a documentação enviada relatava que "centenas de cadeiras foram quebradas, banheiros e bares vandalizados".


No balanço de 22 de outubro, o consórcio afirmou que o curto intervalo entre as duas partidas impediu a conclusão de todos os reparos antes da abertura dos portões, segundo a CNN Brasil.

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